É hora de se organizar melhor ou considerar um apartamento grande?

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Anda se sentindo em um episódio de “Acumuladores Compulsivos”? Aprenda a organizar sua casa e refletir se é hora de considerar um apartamento grande.

Você provavelmente já viu uma cena dessas nos jornais ou na televisão: uma porta se abre para uma casa inabitável, com 50 gatos ou montanhas de jornais velhos, e um pequeno corredor é o único meio de circular. É assim que vivem as pessoas que estrelam seriados aptamente nomeados como Acumuladores Compulsivos, do canal A&E (há episódios completos disponíveis no YouTube, por sinal).

Embora essas sejam situações extremas, não é incomum que causem reflexão e façam outros olharem ao seu redor e sentirem que têm muita coisa ou não tem espaço suficiente para tudo – pouco importa se moram em um apartamento grande ou sonham com um.

O que pode ajudar, nesses casos, é investir em uma boa organização da casa. É um tema que também vem vivendo um momento de boom televisivo, graças a personalidades como a japonesa Marie Kondo, que tem um método de organização e seu próprio seriado no Netflix.

O seriado Ordem na Casa, de Marie Kondo, se tornou um hit online

Calma: nem todo mundo está entre os acumuladores

Primeiro, vamos aos fatos: ter algumas coisas acumuladas é normal. Porém, com tanta informação sobre o tema circulando por aí, vale descobrir o que quer dizer exatamente chamar alguém de “acumulador”, ou hoarder, em inglês.

A noção de que acumuladores têm uma doença é relativamente recente. Até 2013, essa compulsão era tida como consequência de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

A partir daquele ano, o transtorno de acumulação ganhou definição própria no DSM-V (Manual de Diagnósticos e Estatísticas, em tradução para português), a principal referência global para transtornos mentais: uma dificuldade persistente em descartar ou abandonar posses, não importa seu real valor. “Essa dificuldade se deve a uma necessidade percebida de salvar esses itens e ao estresse associado com seu descarte”, lê-se.

Para entender o grau do problema, o DSM-V pede que o médico avalie se o paciente está fazendo aquisições excessivas (ou seja, se adquire itens desnecessários e quando não há espaço para armazená-los) e qual é o nível de conhecimento que ele tem sobre seu problema (bom, médio, ruim ou inexistente/delirante).

Acumuladores ou colecionadores

Este não é um problema tão incomum. Nos EUA, estima-se que entre 2% e 5% da população seja acumuladora compulsiva. Não há estimativas desse porte no Brasil, mas uma pesquisa da Prefeitura de São Paulo detalhou 493 ocorrências do tipo atendidas entre 2002 e 2015: 72,6% dos casos tinham acumulação de inservíveis; 60% também envolviam animais e quase metade envolvia a presença de idosos.

Mas ter caixas e caixas de alguma coisa não significa que a pessoa é uma acumuladora patológica e pode muito bem ser uma colecionadora normal. Segundo a International OCD Foundation (Fundação Internacional de TOC), a diferença entre acumular e colecionar é simples: o acumulador raramente quer mostrar suas posses, que ficam bagunçadas; o colecionador mantém a coleção muito organizada e mostra-a com orgulho.

Quer tirar a dúvida de vez? A organização também fez uma lista de características comuns entre acumuladores:

  • Dificuldade de se desfazer de itens
  • Grande desordem no escritório, em casa, no carro ou em outros espaços, o que impede a boa circulação e o uso de móveis e aparelhos
  • Perda de itens importantes (dinheiro, contas) na bagunça
  • Sensação de estar sobrecarregado pelo número de posses que “dominam” o espaço
  • Inabilidade para parar de coletar itens gratuitos, como flyers e saquinhos de açúcar
  • Aquisição de novas coisas porque estão uma “pechincha” ou para “fazer estoque”
  • Não convidar família/amigos para visitas por sentir vergonha
  • Não permitir a entrada de pessoas no imóvel para fazer consertos

Falta espaço ou organização da casa?

Uma casa mal organizada literalmente faz mal à saúde. De acordo com um estudo recente da DePaul University, há um vínculo forte entre uma casa bagunçada e procrastinação e nível geral de insatisfação – em todas as faixas etárias.

Não é preciso se classificar no grupo dos acumuladores para refletir: você tem muita coisa mesmo ou só está tudo desordenado? Em seguida, os principais passos são avaliar o que fica e o que vai e separar as coisas por família, para que fiquem juntas num mesmo lugar.

É o que Ingrid Lisboa, home organizer, chama de fazer o detox da casa. “Organização é setorizar o que você tem e depois categorizar”, resume. É essa segunda parte que toma mais tempo e exige paciência.

Para que os clientes adquiram o hábito de organização, a profissional (que já levou até 30 dias para organizar uma casa inteira) os inclui no processo desde o começo, o que torna a nova ordem das coisas mais natural. 

“Eu explico porque coloquei algo na gaveta ou porque pendurei”, fala. “Nós estamos fazendo a organização da casa com a pessoa e da pessoa com a casa.” Ou seja, a organização que você escolher precisa fazer sentido – se não, fica muito fácil abandoná-la.

Enquanto estiver separando os itens que não quer mais, aliás, não assuma que é tudo lixo. Saiba que é possível:

  • Doar todo tipo de peça para caridade: em São Paulo, organizações como o Exército da Salvação e a Casa Hope até retiram em domicílio
  • Descartar de maneira responsável: lixo eletrônico, por exemplo, não deve ir para um ponto de lixo comum e uma rápida pesquisa online resolve o problema (a natureza agradece)
No vídeo, Ingrid Lisboa ensina como organizar a despensa da melhor maneira

5 dicas de organização básica

As regras cardeais da organização são: visibilidade, acessibilidade e flexibilidade. “É ter o que eu preciso e uso de uma forma prática e funcional”, fala Ingrid. Com isso em mente, confira abaixo 5 dicas de organização. Acredite: é possível organizar tudo!

1. Comece em um único lugar

Para não se sobrecarregar, foque em um cômodo por vez e crie uma ordem de trabalho (primeiro as roupas, depois os armários, etc.).

2. Permita-se ter tempo

É bem difícil organizar uma casa inteira em um dia. Não ache que é preciso resolver tudo em poucas horas!

3. Aproveite ao máximo seu espaço

Talvez você tenha poucos armários, mas e debaixo da cama? Será que cabem algumas caixas? Produtos organizadores como caixas, divisores, colmeias e potes, aliás, são seus grandes amigos, principalmente os transparentes. Eles maximizam o espaço e tornam seu uso mais eficiente. 

4. Pense de baixo para cima

Coloque os itens que você utiliza com mais frequência nas prateleiras e armários de baixo. Em cima, onde você não alcança com facilidade, podem ficar os itens sazonais (árvores de Natal, roupas de inverno). 

5. Mantenha itens da mesma família unidos

Utensílios de cozinha devem ficar todos no mesmo lugar, assim como agasalhos, pratos, toalhas e por aí vai. E cada grupo também deve ficar na mesma área (utensílios com coisas de cozinha, toalhas com coisas de banho, agasalhos com roupas de frio, etc.).

Há muitos tipos de produtos organizadores e a colmeia, que aparece em suas várias versões acima, está entre os mais populares

Quando é hora de se mudar para um apartamento grande o suficiente?

Embora seja possível derrubar paredes para transformar um layout (algo que a Loft faz durante suas reformas), não dá para mudar a metragem de um apartamento. Às vezes suas necessidades se alteram e é simplesmente hora de se mudar. “Temos que avaliar qual é seu estilo de vida e se ele cabe ali”, pontua Ingrid Lisboa. 

Não é só a quantidade de coisas que conta: “Se houver repetição [de itens] e mais do mesmo, vale a pena descartar alguns em vez de procurar um lugar maior”. E não ache que mais metros quadrados curam tudo por si só. “A organização não é mais fácil, nem mais difícil em um apartamento maior ou menor. Depende da quantidade de coisas e de quão bem aproveitado o espaço está”, continua ela.

Entre as razões frequentes para trocar de casa estão:

  • Você simplesmente precisa de mais espaço (para suas coisas, seus hóspedes, seus convidados, suas plantas ou você mesmo)
  • Você quer ter acesso a comodidades diferentes em seu condomínio, como academia e piscina
  • Sua família está crescendo e precisa de cômodos suficientes para todo mundo ou de uma localização diferente, com mais escolas, parques e creches na região
  • Seu deslocamento diário está grande e/ou difícil demais 

Seu jeito de trabalhar mudou e você precisa de um espaço melhor em casa, como um canto ou cômodo para home office

Qual o tamanho de um apartamento grande?

Não existe uma definição exata para responder qual o tamanho de um apartamento grande. É uma pergunta subjetiva: um apartamento considerado pequeno por uma pessoa pode ser um apartamento grande para outra. 

O que é possível é conhecer o tamanho médio de um imóvel no país, que vem diminuindo significativamente. No limite está um imóvel da Vitacon em São Paulo, com lançamento marcado para 2019: terá apenas 10 metros quadrados. 

Este infográfico do jornal O Globo acompanha a metragem média de apartamentos de 2 quartos nas décadas de 1970 (100 m2), 1980 (87,8 m2), 1990 (72,85 m2), 2000 (73,76 m2) e 2010 (59,6 m2). Ou seja, no Rio de Janeiro, um apartamento com mais de 60 m2 pode ser considerado acima da média e, portanto, um apartamento grande.

Vídeo-conceito do apartamento de 10 m2 da Vitacon: a empresa aposta no conceito de casa-dormitório em boas localizações para quem mora longe do trabalho

Em busca de um apartamento grande? Conheça as opções da Loft!

A Loft adquire, reforma e vende imóveis residenciais de alto padrão em São Paulo e trabalha para tornar mais prazeroso esse momento importante na vida das pessoas. Muitos deles também têm armários sob medida, um desejo de qualquer morador que sonha com um apartamento organizado.

Conheça aqui o portfólio (que conta com opções de apartamento grande de até 330m²) e marque uma visita!