Bolha imobiliária: há riscos do Brasil enfrentar uma?

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Entenda o que é bolha imobiliária e descubra porque, apesar dos problemas econômicos originados pela pandemia do novo coronavírus, o país está longe de passar por este tipo de crise

A pandemia do novo coronavírus mexeu não apenas com a saúde da população no mundo, como também com a economia, e trouxe à tona um antigo temor. Com a crise financeira, estamos correndo risco de enfrentar uma bolha imobiliária?

Neste artigo, vamos explicar o que é uma bolha imobiliária e porque o Brasil não sofre riscos de enfrentar uma. Duas justificativas são: os bancos e a economia do país têm solidez e não houve aumento de preço dos imóveis sem fundamento. Ainda há outras!

Ao longo do texto, mostraremos por que investimentos imobiliários são seguros. Para quem é uma pessoa planejadora, prática e que tem desejo de mudança, quando se fala em imóvel, condomínio e localização, comprar um bem neste momento é uma decisão sólida para aplicação de capitais.

O que é uma bolha imobiliária?

A bolha imobiliária ocorre quando há um aumento demasiado no preços dos imóveis e a alta não reflete a realidade. Ou seja, os preços ficam sobrevalorizados.

Ao explicar o que é uma bolha imobiliária, o portal Suno Research afirma que a elevação nos preços ocorre por alterações de origem econômica, política ou social. A bolha imobiliária pode estourar porque os altos preços não são reais.

pode acontecer uma bolha imobiliária no Brasil?

A resposta é não. Um estudo encomendado pela Abecip (Associação Brasileira da Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) junto ao economista José Roberto Mendonça de Barros aponta que a chance de haver uma bolha imobiliária no Brasil é muito remota.

De acordo com o levantamento da associação, o cenário de bolha imobiliária está muito distante do Brasil pelos seguintes motivos:

– Os bancos e a macroeconomia brasileiros têm solidez;

– Não há desregulamentação financeira;

– A classe média apresenta forte expansão de renda;

– Imóveis produzidos serão vendidos para pessoas com capacidade de pagamento;

– Não há aumento de preço sem fundamento, ou seja, os preços não se movem apenas em função do preço futuro;

– Ainda que o preço do imóvel valorizasse 11% ao ano, assim como nos Estados Unidos pré-crise financeira, a renda brasileira suporta esse reajuste de preços, porque o aumento dos valores de imóveis é fundamentado.

Se pensa em valorização, mesmo em momentos de incerteza investir em imóveis reformados pode um movimento em busca de solidez. Os apartamentos reformados da Loft representam um corte real de gastos, pois a nossa reforma custa menos do que as reformas particulares. Isso acontece porque a empresa tem acesso a descontos junto aos melhores fornecedores de materiais do mercado, já que realiza um grande volume de reformas.

A Bolha imobiliária de 2008 nos EUA

Em 2008, a crise financeira nos Estados Unidos foi puxada pelo mercado imobiliário e sem dúvida esta é a razão para esse temor recair sobre o setor. Segundo o UOL, a raiz do problema veio do crédito fácil e de maus investimentos feitos em grande escala desde o fim dos anos 1990.

Muitas pessoas pegaram dinheiro emprestado a juros altos, com documentação irregular, sem precisar comprovar trabalho ou renda e, consequentemente, sem ter como pagar os valores de volta. Este tipo de crédito fácil ficou conhecido como a crise do subprime. Quando os devedores não pagaram os empréstimos, fundos de investimentos e bancos ficaram com as dívidas em suas mãos. 

Naquele mesmo ano, o Brasil criou o programa Minha Casa, Minha Vida como medida anticíclica emergencial. Ou seja, como parte de um grupo de ações para gerar emprego, moradia, renda e riqueza e sair da crise.

Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 2014, o mercado imobiliário brasileiro foi afetado por uma forte crise política econômica instalada no País. Neste caso, o setor foi atingido pela avalanche e não foi o causador dos problemas.

o que estamos vivendo então seria uma crise imobiliária?

A resposta aqui é: não estamos vivendo uma crise imobiliária neste momento. A crise do coronavírus impactou, sim, economicamente o mundo inteiro e também o mercado imobiliário, principalmente em abril, mas os números mostram que a atividade no setor voltou a subir.

A Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário, feita pelo Secovi-SP para o mês de junho de 2020, aponta que as vendas de imóveis residenciais novos estão crescendo. E pelo segundo mês seguido. Foram comercializadas 2.984 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O número é 24,1% maior do que o de maio, quando foram negociadas 2.405 unidades.

“No acumulado de 12 meses (julho de 2019 a junho de 2020), as 46.480 unidades comercializadas representaram um aumento de 23,7% em relação ao período anterior (julho de 2018 a junho 2019), quando foram negociadas 37.569 unidades”, afirma a pesquisa.

Na capital paulista, o VGV (Valor Global de Vendas) alcançou a marca de R$ 1,24 bilhão. O valor é 43,5% superior ao mês de maio, quando o VGV chegou a R$ 862,8 milhões, e menor do que junho do ano passado (R$ 3,51 bilhões).

O portal Valor Investe publicou dados recentes de plataformas de busca de imóveis e comparação de taxas do setor e detectou que a compra e venda tem sido feita por meio da internet. Mesmo com o impacto da pandemia, o mercado está ativo. Isso porque estamos vivendo um momento de bons preços de imóveis, taxas de juros baixas e de aumento do financiamento.

Quais os riscos do fundo imobiliário?

Em conversa do Secovi-SP, transmitida no fim de junho, o diretor de Fundos e Securitização Imobiliária do Sindicato, Rossano Nonino, afirmou que o mercado de fundos imobiliários vinham em franca recuperação desde o início de 2018. Em fevereiro deste ano, este tipo de investimento também foi afetado pela pandemia.

“O mercado vinha muito bem, tomou um tombo em março, assim como o mercado acionário, já recuperou metade desse caminho e, provavelmente, vai ter um pouco de ganho de capital até o fim do ano que vem, além dos rendimentos que vêm dos imóveis do fundos”, declarou. 

No vídeo acim produzido pela SECOVI-SP Adriano Sartori traz mais detalhes os riscos do fundo imobiliário neste momento e como fazer inestimentos com segurança e menor risco caso seja sua busca.

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