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O dinheiro gasto em aluguel é dinheiro jogado fora?

6 MINUTOS DE LEITURA

A frase é comum, mas não quer dizer que esteja certa: tudo depende do seu momento de vida e financeiro. Entenda!

Talvez você já tenha ouvido essa frase por aí, geralmente perto da data de pagar o aluguel: “Alugar é jogar dinheiro fora”. Será que isso é verdade?

Aluguel: quando vale a pena?

Alugar um imóvel para morar é uma decisão mais descompromissada do que comprar. Claro que tem contrato envolvido e um pagamento que deve ser feito todo mês, mas é possível sair desse arranjo com rapidez e também ter mais flexibilidade para investir seu dinheiro.

Acima de tudo, o aluguel depende do momento de vida e momento financeiro, tanto aqui e agora quanto no futuro. 

Quem vai ficar pouco tempo em um lugar, tem planos de se mudar do país e não sabe o que vai fazer nos próximos anos pode se interessar mais pelo aluguel. 

O aluguel de um apê em São Paulo, por exemplo, costuma custar 0,3%-0,35% do valor do imóvel. Ou seja, se você morasse naquele imóvel por cerca de 27 anos pagando esse valor, daria para tê-lo comprado e de fato “jogado fora” esse dinheiro. Mas é bastante tempo, né?

Claro que vale destacar que, ao comprar seu próprio apê e quitar o pagamento, você “libera” esse dinheiro que estava usando mensalmente para alugar e pode investi-lo em outras coisas.

Então, se você tiver dinheiro em caixa suficiente para tornar essa aquisição mais rápida (como dando mais dinheiro de entrada para diminuir o valor financiado ou mesmo comprando à vista), é uma opção a se considerar vantajosa em termos financeiros.

Quais os gastos efetivos de alugar um apê?

Além de pagar o condomínio e as contas da casa, o locatário também pode precisar pagar o IPTU. E, claro, deve pagar o aluguel mensal. Esse valor costuma ser ajustado anualmente usando o índice IGP-M, que pode mudar bastante os gastos: em 2019, o acumulado do IGP-M ficou em 7,3% e, em 2020, 23,14%.

Comprar: quando vale a pena?

Saber se chegou a hora desse compromisso demanda bastante reflexão, especialmente quando você for financiar o apê, ou seja, se comprometer a pagar uma parcela mensal por vários anos. 

É uma opção interessante para quem tem planos de futuro sólidos (vê vantagem em ter algo seu naquela cidade ou diversificar seu patrimônio), possui renda estável e uma situação financeira estruturada.

Isso não significa que é apenas para quem tem somas altas no banco, mas para quem consegue se assegurar de que tem estabilidade suficiente para assumir um compromisso financeiro de longo prazo

Quais os gastos efetivos de comprar um apê?

Os custos de comprar um apartamento dependem da fase da compra, mas já dá para adiantar que você sempre vai estar pagando dois boletos: condomínio e IPTU

É verdade, às vezes o prédio é isento de IPTU, mas dá para entender a mensagem: além do pagamento do imóvel em si, esses pagamentos mensais relacionados ao imóvel também precisam entrar na conta, OK? 

Então tá. Na primeira fase da aquisição, você pode ter a comissão do corretor (cerca de 5-6% do valor do imóvel), precisa pagar custos de cartório e tributos (entre 4-5% do valor do imóvel) e, claro, tem que desembolsar à vista o valor da entrada (entre 20-30% do valor do imóvel).

Já a segunda fase existe quando você contrata um financiamento imobiliário. (Se for à vista, só substitua “valor de entrada” por “valor total” no parágrafo anterior e fim de história). 

Quando este é o caso – e é o caso para a maioria dos brasileiros –, você vai precisar pagar as parcelas mensais do seu financiamento até quitar o saldo devedor (tudo que emprestou do banco acrescido dos juros). 

O período pode variar entre alguns anos e mais de três décadas, de acordo com seu contrato. Você também pode antecipar o pagamento de parcelas e quitar o saldo devedor mais cedo, se quiser. 

O preço da parcela vai variar porque depende de uma série de coisas, inclusive se é precificado pela Tabela PRICE ou SAC (basicamente, se é sempre o mesmo preço ou começa mais alto e vai ficando mais baixo) e também dos juros e taxas que estão no seu contrato – sim, é um combo!

O nome desse conjunto é Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, e é nele que você deve ficar de olho antes de assinar os papéis. O CET contém os seguintes itens: 

  • Dois seguros obrigatórios (seguro de morte e invalidez e seguro do imóvel) que custam entre 0,5% e 1% de juros por ano
  • Taxa de administração (um valor fixo na parcela, entre R$ 25 a R$ 100)
  • Taxa de juros anual do banco
  • Índice atrelado à taxa acima, como TR ou IPCA

Leia também: Como funciona a parceria de financiamento imobiliário da Loft com o Itaú

Afinal, alugar é jogar dinheiro “fora”? Como avaliar esse momento?

Para alguns pode ser frustrante, mas a resposta é: depende. Alugar ou comprar um imóvel depende de tantas coisas – momento de vida, capacidade financeira, planos futuros e até da economia do país – que acaba não sendo uma decisão rápida, e sim uma que vai amadurecendo ao longo do tempo.

Uma coisa que muda o jogo é conseguir se planejar e quitar o máximo possível numa tacada só, logo no começo. Isso diminui o tempo gasto pagando as parcelas de financiamento. Quando você estiver pagando apenas as contas fixas da casa, sem parcela de banco, você terá de fato “liberado” o dinheiro que era do aluguel para render em outras coisas.

Esperamos que dê para refletir melhor levando em conta os gastos efetivos de um e de outro. E se você decidir sair do aluguel para comprar um apê, nós estamos te esperando na Loft! 

Clique aqui para aprender a se planejar e aproveite para conhecer nossos apês à venda no site da Loft.

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