Green buildings: a sustentabilidade como tendência no mercado imobiliário

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Entenda o que é green building, quais são as certificações existentes no Brasil e como corretores podem integrar essa tendência no trabalho!

Imóveis consomem água e energia todos os dias. Decoração consome diversos recursos naturais na criação de mobiliário, revestimentos e tecidos. Construções e reformas geram entulho. Tudo isso entra na conta dos clientes que se preocupam com a sustentabilidade de suas residências.

Cresce o interesse por imóveis que privilegiam iluminação e ventilação naturais (assim, não é preciso ter ar-condicionado ou usar energia elétrica o tempo todo), por opções de decoração sustentável, por edifícios que prezam pela economia de recursos, por condomínios com coleta seletiva e até mesmo por projetos da comunidade de moradores, como hortas comunitárias e composteiras nas áreas comuns. 

E não é à toa: estima-se que o setor imobiliário global seja responsável por mais de 20% das emissões de gases do efeito estufa e por diversos outros impactos ambientais, como geração e lixo e poluição e consumo de água.

O que são green buildings

Desde os anos 1990, existe um termo para a tendência de construções sustentáveis no mercado imobiliário: o green building, aplicado para empreendimentos que utilizam tecnologia para reduzir seu impacto ambiental e que trazem benefícios sociais, econômicos e para a saúde.  

Para ser um green building, uma edificação de qualquer tipo deve reduzir ou eliminar seus impactos negativos no clima e na natureza, seja através de sua construção ou ao longo de sua operação. Ela também pode criar impactos positivos e aumentar a qualidade de vida do entorno. 

Importante citar que não são os prédios novos que têm essa chance: estruturas pré-existentes podem passar por retrofits verdes também, algo que será essencial para a modernização das cidades. Na União Europeia, o retrofit sustentável já está até no mapa de ações estratégicas para a retomada econômica após a pandemia de coronavírus.

Além dos benefícios em termos de uso de recursos, as edificações sustentáveis são mais baratas no médio a longo prazo operacional, justamente por serem mais eficientes. Segundo Roberto Teitelroit, do GBC Brasil, essas construções sustentáveis consomem 30% menos energia e emitem 35% menos gases de efeito estufa.

Entre as principais características de green buildings estão:

  • Uso eficiente de energia, água e outros recursos
  • Uso de energia renovável (como energia solar)
  • Gestão inteligente de poluição e resíduos (através de reuso e reciclagem)
  • Uso de matérias-primas éticas, sustentáveis e não tóxicas
  • Boa qualidade interna do ar
  • Levar em conta o meio ambiente nos estágios de design, construção e operação
  • Criar um design adaptativo (para frio ou claro, por exemplo)

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Certficações de green building no Brasil

Entusiastas dessa prática se organizam em Green Building Councils (GBCs) pelo mundo, que oferecem cursos sobre o tema e certificações para empreendimentos que cumpram seus critérios de sustentabilidade. 

O GBC Brasil oferece quatro desses selos, já adaptados para o mercado nacional: 

  1. Certificação LEED para edifícios sustentáveis, eficientes e econômicos 
  2. Certificação GBC Casa para projetos que criem residências eficientes 
  3. GBC Condomínio para condomínios que tenham projeto e obra construídos de forma eficiente 
  4. Certificação GBC Brasil Zero Energy para construções, reformas e operações que buscam geração de energia através de fontes renováveis
No vídeo acima, a arquiteta Sandra Pompermayer fala sobre a Certificação LEED e seus diferentes níveis

O futuro da sustentabilidade no mercado imobiliário

Atualmente, um prédio que utilize práticas de sustentabilidade, como geração de energia solar e tetos verdes, já é atraente por si só. Conforme a preocupação ambiental deixa de ser um nicho para se tornar parte da rotina dos consumidores, no entanto, é questão de tempo até que diferenciais como esses se tornem valores para quem busca um novo lar.

E não é algo necessariamente exclusivo para os mais ricos do país. A construtora MRV, por exemplo, investiu R$ 800 milhões para entregar seus imóveis econômicos (que custam até R$ 240 mil) com energia solar fotovoltaica até 2022. 

Informar-se sobre práticas sustentáveis em condomínios, ter imóveis sustentáveis em seu portfólio e informações sobre a origem de pisos e revestimentos são formas de atender essa parcela crescente da população.  

Conforme o mundo aquece, os prédios no Brasil vão se esverdear. Segundo o relatório World Green Building Trends 2018, 46% dos brasileiros entrevistados (profissionais do setor de construção) disseram que a maioria de seus projetos seria verde até 2021. Dados do mesmo documento trazem que, no Brasil, um a cada 4 clientes já fazem essa demanda – um número que tem tudo para subir!

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