Expectativas para o mercado imobiliário para 2021

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Após recordes históricos em 2020, associação do setor prevê crescimento de 21% de financiamentos imobiliários e tendências despontam.

Para o mercado imobiliário, o ano de 2014, também conhecido como o “ano do boom”, é um marco histórico, aquele que muitos ainda sonham reviver. Levando-se em conta a longa crise econômica pela qual o Brasil passou a partir do ano seguinte, qualquer comparação com 2014 chama a atenção.

E eis que o ano de 2020, inesquecivelmente marcado pela pandemia de coronavírus, surpreendeu os especialistas ao trazer ótimos resultados e mesmo superar 2014, caso do crescimento na contração de financiamentos imobiliários para aquisição e construção de imóveis.

Ao se analisar financiamentos que utilizam recursos de poupança (SBPE), o aumento em 2020 foi de 58%, totalizando um recorde histórico de R$ 124 bilhões. No famoso ano do boom, esse mesmo valor chegou a R$ 112,9 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Por trás dessa alta notável está a queda da taxa básica de juros, que acarretou também na queda das taxas de juros de financiamento imobiliário, mais atraentes e acessíveis do que nunca para o público, que hoje ainda conta com a competição entre os bancos trazida pela nova possibilidade de portabilidade do financiamento.

Isso significa que um número cada vez maior de pessoas pode comprar seu imóvel. É o caso das 426,8 mil unidades financiadas em 2020, que se tornaram o maior número da década. Entre quem adquiriu imóveis, houve clara preferência pelos usados, que representaram mais de 80% das vendas, ainda segundo a Abecip.

E para 2021, o que se prevê?

Diante desse cenário positivo, os analistas ainda são cuidadosos. Atualmente, eles preveem uma elevação da taxa Selic de 2% para cerca de 3,5% até o fim de 2021, o que deve cascatear até o crédito imobiliário e torná-lo mais caro.

Mesmo dentro desse cenário de alta da Selic, no entanto, a ABECIP divulgou que espera um aumento de 21% nos financiamentos imobiliários como um todo, tanto aqueles com recursos da poupança (+27%) quanto do FGTS (+7%).

A tendência, por enquanto, é de crescimento da demanda. Segundo levantamento da Datastore divulgado pelo jornal O Globo, 861,3 mil famílias querem comprar um imóvel na cidade de São Paulo até 2023. É o maior número desde 2009. 

Mudanças de comportamento pós-pandemia

Muito se falou no “novo normal”, mas a verdade é que ainda há muito a se confirmar na vida pós-pandemia dos brasileiros, que ainda devem passar parte de 2021 isolados ou parcialmente isolados em casa. 

Um novo lar dos sonhos

O que já se pode dizer é que a quarentena e a popularização do home office mudaram o jeito que as pessoas veem suas moradias, e já alteraram suas prioridades e preferências.

No caso de trabalhos que continuarão em esquema home office a partir de agora, ou que pelo menos serão remotos na maior parte do tempo, estipula-se que isso pode tomar diversas formas, como:

  • Descentralização: busca por maior qualidade de vida e mais espaço fora dos bairros centrais (e possivelmente fora das grandes cidades)
  • Mais para fazer em casa: preferência renovada por áreas comuns e estruturas de lazer, de quintais e varandas a piscinas e espaço para pets
  • Espaço garantido para o trabalho: priorização de plantas com home office
  • O sol faz falta: imóveis com boa iluminação solar são mais valorizados
  • Silêncio, espaço e privacidade: trio como novo sonho de consumo do cliente imobiliário

Transações mais rápidas e digitais

Outro lado interessante das mudanças trazidas pelo coronavírus, que exige medidas de distanciamento social, é a crescente digitalização do processo de compra e venda imobiliária e outras transformações tecnológicas em um setor conhecido pela burocracia.

Com a adoção da escritura digital e aprimoramento dos serviços online – a plataforma da Loft, por exemplo, hoje oferece rotineiramente visitas via videoconferência e contratação de crédito imobiliário online –, tornou-se possível comprar um imóvel de forma 100% digital.

Prioridades em dia

Em janeiro de 2020, ninguém poderia imaginar o que os próximos meses trariam. Em fevereiro de 2021, seria arriscado dizer que o tempo de surpresas passou. 

Mas houve um grande aprendizado pelo caminho: os brasileiros entenderam exatamente como é sua casa dos sonhos – e centenas de milhares deles, possivelmente em um número nunca visto antes, pretendem encontrá-la ainda este ano. 

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