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Qual é a renda mínima para conseguir financiar um imóvel?

9 MINUTOS DE LEITURA

Antes de dar o primeiro passo e negociar seu crédito com qualquer banco, é preciso entender qual é a renda mínima necessária para financiar o imóvel que você deseja comprar. Afinal, você vai passar por uma análise muito criteriosa, e não adianta mesmo dar um passo maior que a perna quando falamos em uma dívida de longo prazo. 

Por isso, vamos neste artigo responder essa pergunta-chave, mostrar como funciona um financiamento imobiliário e por que é preciso ter uma renda mínima para contratá-lo. Vamos também indicar como você pode conseguir o crédito que deseja aumentando sua renda familiar. 

Afinal, qual é a renda mínima para financiar um imóvel?

A renda mínima para financiar um imóvel vai depender principalmente do valor da parcela calculada para cada operação de crédito. Por isso, a resposta para essa pergunta depende de uma série de características do financiamento. Entre eles:

  • Total financiado
  • Número de parcelas
  • Juros e taxas incluídas em cada parcela

O banco só vai aceitar financiar seu apartamento se a sua renda líquida não for comprometida em mais de 30% pela maior parcela da operação. Costuma ser a primeira para quem financia dentro do Sistema de Amortização Constante (SAC), no qual as prestações diminuem progressivamente ao longo do prazo de pagamento. 

Vídeo explica por que a renda mínima para comprar um imóvel é variável

Como saber se tenho a renda mínima para financiar um apartamento?

A melhor forma de saber se você tem a renda mínima para financiar o apartamento que quer é fazendo uma simulação. Em geral, esse cálculo pode ser feito no site do seu banco, mas você pode recorrer também ao simulador gratuito da Loft Cred

Ao fazer esses cálculos, pode ser que você descubra que sua renda é suficiente. Perfeito: você está pronto para pedir uma análise de crédito. Mas é possível que seus ganhos mensais sejam insuficientes. Nesse caso, você pode se enquadrar na renda mínima com alguns ajustes na simulação, como aumentando o prazo de pagamento. 

Imagine que você quer saber qual a renda para financiar um imóvel de 300 mil. Se você pretende pagar apenas 20% desse valor como entrada (R$ 60 mil), o simulador da Loft Cred indica que você precisa ter renda de pelo menos R$ 6,7 mil mensais para conseguir pagar pela operação ao longo de 30 anos. Nesse caso, a primeira parcela de R$ 2.077,65 representaria cerca de 30% da renda declarada. A última seria de R$ 695,38. 

Se você perceber nas simulações que não alcança a renda mínima, pode ainda recorrer a algumas estratégias, como compor a sua renda com mais alguém da sua família, ou simplesmente juntar mais dinheiro para reduzir o total financiado. Em último caso, pode escolher outro imóvel, mais compatível com o seu poder de compra. Ainda neste artigo, vamos dar mais detalhes sobre algumas soluções.  

Como funciona o financiamento imobiliário?

Um financiamento imobiliário funciona como uma operação de crédito na qual o banco paga por uma parte do bem que você quer comprar, em troca de receber esse valor de volta parcelado e acrescido de juros. Por isso, é importante que esse banco tenha segurança de que o comprador vai ter meios de pagar a dívida – e aí entra a exigência por uma renda mínima, comprovada por documentos. 

É na etapa de análise de crédito que as instituições financeiras analisam se seus ganhos mensais vão ser suficientes para comportar as prestações. Nessa etapa, o banco também avalia o seu CPF: verifica se você está com o nome sujo, se integra listas de restrições internas do próprio banco e se manteve um bom histórico de pagamentos até aquele momento (através do score de crédito).

Se tudo der certo e o banco entender que você tem boas chances de honrar a dívida imobiliária, você vai prosseguir para as seguintes etapas:

  • Avaliação do imóvel: uma empresa de engenharia vai até a propriedade e verifica se ela está em boas condições para servir como garantia para o banco. Vai também emitir um laudo com o valor estimado para aquele apartamento ou casa.
  • Análise jurídica: o banco vai olhar uma longa lista de documentação (e alguns formulários) para entender se há alguma pendência no nome do comprador, do vendedor e, principalmente, na matrícula do imóvel.
  • Assinatura do contrato: todas as partes se reúnem para finalmente assinar o contrato.
  • Registro do contrato no cartório: depois de firmado por todas as partes, o documento precisa ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente.
  • Liberação dos recursos: feito e comprovado o registro do contrato em cartório, o banco libera os recursos financiados para o vendedor do imóvel. 

Qual a renda mínima para financiar um imóvel pela Caixa?

A renda mínima para financiar um imóvel pela Caixa também não é fixa: depende das características da operação de crédito pretendida por você. O importante, como já mencionamos, é saber que a renda familiar de todos os compradores não pode ser comprometida em mais de 30% pelo valor das prestações. 

A Caixa também costuma aceitar financiamentos de profissionais autônomos e microempreendedores – não é preciso ser um trabalhador CLT para receber o aval do banco. O mais importante, nesse caso, é reunir meios de comprovar a sua renda, como extratos bancários, declarações à Receita Federal e outros documentos. Veja como comprovar sua renda sem salário fixo neste artigo

Como aumentar a minha renda para financiar um apartamento?

Você pode tornar viável um financiamento que inicialmente não caberia na sua renda mensal através de algumas estratégias. Nem sempre você precisa “aumentar a sua renda” – é só reduzir quanto você precisa financiar junto ao banco. Vejamos a seguir:

Compondo a renda com familiares a cônjuges 

O banco leva em conta sempre a sua renda familiar como um todo, e não a renda de apenas um comprador. Por isso, ao chamar seus pais ou cônjuge para participar do financiamento, os vencimentos de vocês serão somados pelo banco. A Caixa aceita até composição de renda entre amigos. 

Isso pode fazer com que as parcelas caibam mais confortavelmente dentro dessa renda somada. Mas cuidado: todos que entrarem na composição de renda precisam estar comprometidos com o pagamento das prestações. E serão considerados proprietários do imóvel quando ele for quitado. 

Aumentando o valor da entrada

Você pode também puxar o freio e, antes de financiar o imóvel, juntar dinheiro suficiente para dar uma entrada maior. Dessa forma, reduz o valor que precisa ser financiado junto ao banco, e pode diminuir as prestações estimadas. 

Normalmente, os bancos aceitam financiar até 80% ou 90% do valor de imóveis residenciais. Levando esse valor para 50%, por exemplo, você torna sua operação de crédito mais barata. Você pode usar o saldo do seu FGTS para compor o valor da entrada, reduzindo o percentual que o banco vai precisar fornecer para a compra. 

Procurando juros menores

É sempre importante comparar as linhas de crédito disponíveis no mercado. Pode ser que o banco com o qual você tem uma conta corrente não ofereça as condições ideais para o seu perfil, e que você encontre juros e taxas menores na concorrência. Como essa “pesquisa de mercado” pode ser trabalhosa, vale a pena entrar em contato com uma assessoria de crédito como a Loft Cred, que oferece esse tipo de orientação gratuitamente. 

Como fazer a composição renda para o financiamento imobiliário?

Para fazer a composição de renda para o financiamento imobiliário, é preciso procurar o banco e verificar quais são as suas regras para composição de renda na operação (se só aceita cônjuges e parentes, quantas pessoas podem se juntar e outros detalhes). 

Esse mesmo banco vai então submeter todos os compradores a uma análise de crédito individual, já que um deles pode ter restrições cadastrais ou o nome sujo em órgãos de proteção de crédito. 

Se os compradores forem aprovados, a regra é que a renda mensal deles somada (e devidamente comprovada por holerites, declarações de Imposto de Renda ou extratos bancários) não tenha comprometimento maior que 30% com as prestações

Tome cuidado com a idade dos seus parceiros: se algum deles for mais velho, pode limitar o prazo de pagamento aprovado para você. A regra atual é que esse prazo somado à idade do comprador mais velho não ultrapasse 80 anos e seis meses

Facilite seu financiamento de imóvel com o apoio de especialistas 

Quando você procura um banco para financiar, é comum que surjam dúvidas sobre a renda mínima necessária e muitas outras questões. Por isso, o ideal é que você possa contar com especialistas ao longo do processo. A equipe da Loft Cred dá esse tipo de suporte personalizado – e sem qualquer custo adicional. 

Antes de qualquer coisa, você pode simular o seu financiamento e conhecer melhor o seu poder de compra. Depois, nossa equipe vai entrar em contato com você para conhecer melhor o seu perfil, verificar a proposta dos bancos parceiros e identificar quem tem a melhor oferta de crédito para a sua realidade. Nessa equação, não entram só os juros: é preciso observar taxas, prazos, seguros obrigatórios e outros.

Depois que você escolhe a linha de crédito de sua preferência, a Loft Cred cuida de todas as etapas do seu financiamento. Da análise de crédito até o registro do contrato em cartório, passando pelo envio de documentos ao banco e preenchimento de formulários, nosso time está pronto para facilitar a compra da sua nova casa. 

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