Quer saber como organizar sua vida financeira? Este artigo é para você!

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Tempo de leitura: 6 minutos

É daquelas pessoas que não sabem como ter uma vida financeira organizada? Saiba que você não está só! O caminho é fazer um bom planejamento e começar a poupar dinheiro – entenda como fazer

Ter saúde financeira é um desafio para todos nós. Sabemos que muitos no Brasil infelizmente vivem com menos do que o necessário para manter uma vida digna, mas uma parte substancial da população sofre mais do que o necessário com a dificuldade de controlar os ganhos e os gastos, sobretudo os supérfluos. Isso porque nós tendemos a postergar tudo aquilo que pode restringir a nossa rotina, como se sentir obrigado a gastar menos dinheiro com lazer, por exemplo. 

Neste artigo, vamos mostrar que não é preciso deixar de fazer nada do que se gosta para ter saúde Basta encarar o planejamento de frente!

“Organizar as coisas, em qualquer área, ajuda a dar visibilidade, consciência. Um exemplo: em um quarto bagunçado, quando descobrimos o que temos a mais, arrumamos de um jeito que fica mais fácil de pegar determinadas peças”, ensina Diego da Rocha Machado, educador financeiro do Papo de Grana, plataforma de conteúdo de educação financeira da fintech Warren

“Se é verão, colocamos as peças de inverno mais longe do alcance, por exemplo. As finanças também têm isso. Saber onde você está gastando seu dinheiro ajuda a dar consciência, rever escolhas, saber o que ‘jogar fora’”, continua. 

Criar uma planilha de rendimentos e gastos é um passo indispensável para a saúde financeira

Não consigo atingir a saúde financeira, e agora?

Entender como organizar sua vida financeira é importante para que outros aspectos da vida também se mantenham nos trilhos, como os relacionamentos, a saúde e a carreira. De acordo com a pesquisa americana Stress in America, publicada anualmente pela America Psychological Association, 46% dos norte-americanos consideram a economia um fator de estresse. 

“O dinheiro é também um dos principais fatores para divórcios e a preocupação com as finanças impacta negativamente a produtividade das pessoas na vida profissional. As maiores dificuldades geralmente são: não ter clareza da sua real situação financeira (viver na contabilidade mental), consumir por impulso e a falta de planejamento e controle financeiro”, acredita Luciana Pavan, líder de Economia Comportamental e Finanças Pessoais da Olivia, startup de inteligência artificial que dá dicas aos usuários sobre como gastar melhor e economizar. 

É por isso que, para não sofrer as consequências do estresse e da ansiedade relacionados ao dinheiro, a melhor solução é aprender a administrá-lo corretamente. Você deve estar pensando: ‘Ok, mas como organizar minha vida financeira? Por onde eu começo?’. A primeira regra é não gastar mais do que se ganha. Assim, você evita a geração de novas dívidas.  

“Organizar a vida financeira exige uma disciplina como qualquer outra atividade que queremos implementar. Uma complicação que eu noto é que as pessoas têm muitas formas de pagamento (contas bancárias e cartões de créditos), algo que dificulta muito o controle das finanças, já que existem vários caminhos para a circulação do dinheiro”, comenta Diego Machado.

7 dicas práticas de como organizar a sua vida financeira

A seguir, confira o passo a passo que montamos para te ajudar no processo de educação sobre finanças e de como organizar a sua vida financeira: 

1) Definir seus objetivos financeiros

Para conseguir definir seus objetivos financeiros será preciso diferenciar os seus desejos das suas necessidades. “Atualmente, com as redes sociais, o ‘medo de não pertencer’ (tradução da FOMO – Fear of Missing Out) faz as pessoas pensarem que precisam de uma série de coisas que de fato não precisam. Essa falsa percepção vem do impulso de querer ter o que os amigos ou os vizinhos ou a turma têm”, ressalta Luciana. 

A melhor forma de fugir dessa armadilha, segundo ela, é listar o que de fato você precisa no seu guarda-roupa, na sua casa ou na sua garagem e seguir firme com essa lista, para não cair nas tentações que sempre estão no feed das redes sociais.

Outra dica é se perguntar: “Quando vou usar o dinheiro que tenho? De quanto vou precisar e quanto posso guardar por mês?” Isso vai ajudar a entender o contexto dos seus gastos e a fazer escolhas melhores de investimento. “Estabelecer planos realistas é muito importante”, diz Diego. 

2) Montar um orçamento familiar

Estabelecer o orçamento adequado para uma família passa primeiro pelas despesas essenciais, que na maioria das vezes contempla gastos com moradia, alimentação, transporte, educação e contas domésticas, como eletricidade, fornecimento de gás e internet. Depois, devem entrar no orçamento as despesas variáveis, que são as compras em geral, lazer e viagens.

“Além disso, é preciso pensar em economizar dinheiro, tanto para a aposentadoria como para planos futuros”, lembra Luciana, da startup Olivia. “Orçamento é uma espécie de projeção, a definição de um limite. Uma das principais questões é ver se seu orçamento respeita a regra de ouro das finanças pessoais: gastar menos do que ganha. Melhor ainda se sobrar dinheiro mesmo após guardar para seus objetivos financeiros”, define Diego, da fintech Warren. 

Ele indica que se faça um planejamento anual, no qual devem constar os gastos previstos para cada mês, já que podem variar conforme datas comemorativas e despesas extraordinárias, como material escolar. “Você pode somar o valor total anual e dividir por 12 meses, assim vai saber a média que gasta por mês. Esse cálculo é muito importante, pois você passa a saber quanto gasta com transporte por mês e o quanto você gasta com presentes, por exemplo”, completa. 

Luciana indica adotar o modelo da senadora norte-americana Elizabeth Warren, conhecido como “Regra dos 50/30/20“. “É um bom balizador para o seu orçamento: as despesas essenciais devem ser no máximo 50% do seu orçamento, enquanto as variáveis devem ser no máximo 30% e as financeiras (que são as economias ou as despesas de financiamento), 20%”, diz.

3) Controlar suas dívidas

Tem uma dívida considerável no cartão de crédito que ainda não foi resolvida? Ou fez um empréstimo bancário ou com um amigo? É importante olhar para suas dívidas de frente se quiser organizar a vida financeira. 

Primeiro, investigue que contexto levou ao desenvolvimento dessa dívida. Depois, é preciso mudar de comportamento e lembrar da regra máxima das finanças: gastar menos do que se ganha. Em seguida, monte um plano de pagamento, com parcelas e prazo definidos. 

“Caso não possa resolver esse cenário imediatamente, é importante saber o valor total devido, quanto você paga de juros e quando irá terminar de pagar essas dívidas. Com isso em mãos, partimos para um programa de ‘redução de danos’. Vamos encontrar dívidas com juros mais baixos e com prazos que sejam condizentes com sua realidade de pagamento”, aconselha Diego Machado.

4) Ter uma reserva de emergências

Nunca se sabe quando teremos um vazamento em casa ou quando o carro vai precisar de um grande reparo, certo? Para essas e muitas outras ocasiões, faz toda a diferença ter um fundo de emergência.

A quantia da reserva de emergências varia de acordo com o perfil de cada pessoa, assim como o tipo de aplicação – pode ser poupança, Tesouro Direto ou outro tipo de investimento. O ideal é que você aplique em algo que possa retirar com agilidade caso precise. E, paralelamente, investir outra parte do seu dinheiro em negócios mais rentáveis, como mercado imobiliário ou mercado de ações.

5) Usar sites e aplicativos sobre educação financeira

Quem quer entender mais sobre finanças já encontra diversas opções de cursos e aplicativos de educação financeira, além de livros e canais no YouTube. A startup Olivia, por exemplo, é uma assistente financeira fundada nos Estados Unidos e que já está em período de testes no Brasil. O app é gratuito e usa inteligência artificial para recomendar diariamente a usuários como gastar melhor o seu dinheiro. 

Outra opção interessante é acessar os materiais sobre educação financeira do governo federal, no site Vida e Dinheiro. Há ainda algumas certificações em finanças que traçam um panorama do sistema financeiro, para quem quer se aprofundar mais.

6) Diversificar seus investimentos

Se você já é um investidor ou pretende começar a investir, é bom ter em mente que diversificar seus investimentos costuma ser um movimento de valorização. Isso porque, em teoria, ao investir em diferentes tipos de negócio, o investidor diminui o risco, pois mesmo que um dos investimentos enfrente problemas, o resto do seu dinheiro estará seguro nos outros negócios.

“Quando estamos investindo diversificadamente, conseguimos beneficiar a relação de risco e retorno, pois diminui consideravelmente o risco. No entanto, é preciso ter cuidado na hora de diversificar seus investimentos, já que você pode estar fazendo isso de uma maneira errada”, alerta Diego. Para não errar, é sempre bom procurar um consultor especializado no nicho em que você pretende investir antes de fechar negócio.

7) Controlar seus investimentos no mercado imobiliário

Quem investe no mercado imobiliário costuma se perguntar: quando é a hora de vender? Em tese, o melhor momento para venda de imóveis é quando o mercado está aquecido, para se conseguir o valor pretendido pelo bem. No entanto, há momentos em que o investidor precisa do dinheiro com certa rapidez, seja para quitar uma dívida ou para investir em outro bem ou mercado.

A venda de imóveis em desuso pode ser uma boa forma de criar uma reserva financeira. “Imóveis em desuso representam despesas com condomínio, IPTU, manutenção, entre outras. A venda é uma opção para criar uma reserva, assim como a locação do imóvel também pode ser”, indica Luciana Pavan.

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