Confira como simular seu potencial de compra antes de financiar

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Tempo de leitura: 5 minutos

Você finalmente decidiu comprar um apartamento, e pretende recorrer a um financiamento imobiliário – que anda cada vez mais barato no país por conta dos juros em baixa. No entanto, antes de procurar os bancos para obter crédito, é necessário entender quais são as suas possibilidades financeiras para essa operação. Afinal, em qual prazo você quer financiar? E que parcela caberia no seu bolso sem comprometer seu estilo de vida? 

Para responder a essas perguntas, é sempre bom simular o seu financiamento antes de tudo. Ao longo deste texto, vamos explicar como (e onde) você pode fazer essa projeção de forma gratuita. Vamos também explicar alguns termos importantes ligados ao seu potencial de compra: qual é o percentual da renda que pode ser comprometido, como funcionam as parcelas e o saldo devedor e como você pode recorrer ao FGTS para pagar pelo imóvel. 

Ao longo deste artigo, você entenderá:

  • Quanto preciso ter de renda para financiar?
  • Como comprovar renda para o financiamento?
  • Qual é o prazo máximo do financiamento?
  • Qual é a importância de descobrir meu potencial de compra?
  • Como é composta uma parcela?
  • De que forma posso usar o FGTS para comprar uma casa nova?
  • Simule seu financiamento com a Loft Cred

Quanto preciso ter de renda para financiar?

Em um financiamento, o ideal é que você comprometa até 30% da sua renda mensal com as parcelas da dívida. Se você já tiver um empréstimo e estiver pagando as prestações, tome cuidado: esse percentual limite de endividamento vai incluir as duas operações. 

Para saber se você tem condições de pagar pelo dinheiro emprestado, os bancos realizam uma análise de crédito nos clientes que buscam financiar. Essa avaliação leva em conta, principalmente, a renda mensal do comprador do imóvel. Mas eles também verificam o histórico de pagamento do cliente, se ele tem “nome sujo”, nome em algum cadastro de restrições do banco e qual é o score de crédito dele. 

De modo geral, a instituição financeira tenta identificar se você costuma ter histórico de pagamentos positivo e se terá renda suficiente para pagar pelo crédito. Para não ter problemas nessa etapa, evite acumular dívidas e pagar contas com atraso. 

Se você não tiver renda suficiente para, sozinho, pagar as prestações, uma solução possível é recorrer à composição de renda. Se você tiver um parceiro ou familiar disposto a financiar um imóvel junto com você, a renda conjunta é a que será analisada pelo banco. Por outro lado, essa pessoa deverá contribuir com as parcelas e será dona do imóvel junto com você ao final da dívida. 

Como comprovar renda para o financiamento?

Para aferir sua renda mensal, os bancos exigem alguns documentos. Você deve providenciá-los mesmo se for autônomo ou empresário. Normalmente, são os seguintes: 

  • Contracheques: trata-se de um comprovante do vencimento mensal do cliente emitido pela empresa ou órgão de trabalho dele. Pessoas com vínculo empregatício regular devem recebê-lo
  • Declaração do Imposto de Renda do último exercício com recibo de entrega. Se você precisa de uma segunda via, pode solicitá-la junto à Receita Federal
  • Seis últimos meses de extratos bancários de pessoas físicas e jurídicas (de todas as contas bancárias que você tiver)
  • Relação de faturamento dos últimos 12 meses caso você seja empresário ou autônomo (uma Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos pode servir nesse caso)
  • Autônomos podem também mostrar a carteira emitida pela respectiva entidade profissional (OAB, Crea, Cremerj etc)

Qual é o prazo máximo do financiamento?

Um financiamento imobiliário pode durar até 35 anos. É um compromisso de décadas, que exige planejamento financeiro e visão de longo prazo. Mas nada impede que você contrate um financiamento com um prazo grande e consiga quitar a dívida antes do tempo. 

Liquidando a dívida antes, você diminui a incidência de juros sobre a operação. De acordo com reportagem do Valor, o prazo médio de quitação de um imóvel no Brasil era de 11 anos em 2019, e vinha se mantendo estável. 

Por outro lado, é importante levar em conta que a idade do devedor somada ao prazo de financiamento não pode ser maior que 80 anos e seis meses. Quem já é idoso terá um período menor para pagar menos possibilidades de prazo que um indivíduo de até 45 anos (que pode quitar a dívida em até 35 anos). 

Qual é a importância de descobrir meu potencial de compra?

Simular as parcelas antes de contrair um financiamento e conhecer as suas possibilidades é essencial. Tenha em mente que um financiamento bancário não pode ser simplesmente cancelado depois que você começa a pagar as parcelas. Portanto, é preciso saber se você terá dinheiro para pagar as parcelas, qual é seu limite de endividamento mensal e por quanto tempo você quer/pode financiar. 

Para isso, você pode consultar o simulador gratuito da Loft Cred. Nele, você começa introduzindo algumas informações sobre seu perfil. O primeiro passo é contar se você já comprou o imóvel ou quando espera realizar essa aquisição. 

Feito isso, você insere a sua renda bruta mensal, que é o valor total dos seus vencimentos, sem descontos. Depois, é preciso informar o valor do imóvel que você quer comprar. A entrada deve compor no mínimo 20% do valor do imóvel – e nós também pedimos que você diga quanto pretende dar de entrada, incluindo eventuais saldos do FGTS. 

A seguir, é preciso estimar o prazo no qual gostaria de financiar esse imóvel. Depois, deve nos informar seu nome e email para completar a simulação. 

Para além da simulação em si, a Loft Cred também oferece, gratuitamente, os serviços de assessoria de crédito que facilitam todo o processo de contratação de crédito. A equipe da Loft Cred negocia com os principais bancos do país no seu lugar. Com isso, você consegue as melhores taxas do mercado sem nem precisar sair de casa. 

Saiba mais sobre como a Loft Cred facilita seu financiamento

Como é composta uma parcela?

A parcela de um financiamento imobiliário normalmente é composta por amortização, juros, seguros obrigatórios e taxas bancárias. Também costuma incidir uma taxa de correção monetária como a Taxa Referencial (TR) ou o IPCA. 

A amortização é uma fração do saldo devedor, que é subtraída da dívida a cada mês para compor a parcela. Já a taxa de juros é o percentual que costuma ser anunciado pelos bancos, e incide sobre o saldo devedor para compor as parcelas. 

Há ainda dois seguros obrigatórios (MPI e DFI) e taxas administrativas acordadas no contrato. A divisão do valor das parcelas pode ser feita de diferentes formas. Elas podem ter amortização constante e valores decrescentes (no Sistema de Amortização Constante) ou valores iguais a cada mês e amortização crescente (pela Tabela Price).

O mais importante, e o que vai influenciar a sua simulação, é o Custo Efetivo Total (CET) da operação. Em vez de só incluir os juros anunciados pelos bancos, o Custo Efetivo Total prevê todas as despesas que você terá com o financiamento. Com ele, você consegue comparar melhor as propostas de diferentes bancos. 

Neste vídeo, o consultor Gustavo Cerbasi explica a importância de conhecer o Custo Efetivo Total da operação de crédito

De que forma posso usar o FGTS para comprar uma casa nova?

Se você está preocupado em não ter renda suficiente para o financiamento que deseja, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser a solução ideal. Os recursos do fundo podem servir para você dar a entrada, compor as parcelas ou amortizar o saldo devedor. 

Caso opte por compor as prestações com recursos do fundo, poderá usá-los para diminuir em até 80% o valor das prestações ao longo de 12 meses consecutivos. Nesse caso, seu financiamento deve necessariamente ser feito no âmbito do Sistema Financeiro Habitação (SFH).

Outras regras para poder movimentar o FGTS dentro de um financiamento imobiliário são: 

  • Ter acumulado no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS
  • Não ter nenhum outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação
  • Não ser proprietário de imóvel na cidade em que mora nem na cidade em que trabalha, incluindo municípios limítrofes e da mesma região metropolitana
  • Comprar imóvel residencial urbano, destinado à moradia e avaliado em até R$ 1,5 milhão
  • O imóvel comprado deve ter condições de habitabilidade, não ter sido objeto de uso do FGTS na aquisição há pelo menos três anos e estar matriculado no cartório de imóveis competente 

Simule seu financiamento com a Loft Cred

Além de financiar seu imóvel com as melhores condições disponíveis no mercado de crédito, contar com a Loft Cred torna todas as etapas do processo mais seguras e rápidas. Somos nós que cuidamos de toda a papelada da operação e reunimos os documentos necessários (que você vai enviar de uma só vez). 

Ajudamos você com a assinatura do contrato com o banco e até com o registro da operação no cartório. Todo esse processo é digital e gratuito, e serve para qualquer imóvel. Mesmo apartamentos que não constam no catálogo da Loft podem ser financiados com o auxílio do nosso time. 

Quer financiar sem dores de cabeça? Cadastre-se com a Loft Cred