Sumaré: morar com vista privilegiada e muito verde

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Tombado desde 2005, o tranquilo e bem localizado Sumaré é onde moradores escolhem passar décadas de suas vidas. Saiba mais!

Uma pesquisa de 2017 do Datafolha apontou que os moradores da zona oeste, onde fica o Sumaré, são os mais satisfeitos de São Paulo.

Não é à toa: com ótima infraestrutura de transporte, centros culturais e numerosas opções de gastronomia e lazer, permite que seus moradores façam muita coisa a pé e desfrutem de altos índices de segurança e qualidade de vida.

Diversas áreas seguem o conceito centenário de bairros-jardins e são bastante arborizadas, a exemplo do próprio Sumaré. Foi por isso que seus moradores se reuniram para pedir (e conseguir!) o tombamento arquitetônico e ambiental da região, em 2005.

Outro ponto de grande destaque do bairro é geográfico. A Avenida Doutor Arnaldo, principal via do Sumaré, percorre o ponto mais alto do espigão da Paulista, como é chamada a área mais elevada do centro expandido municipal, com 830 metros de altitude. Na prática? Haja vista!

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A história do Sumaré

O nome Sumaré vem do tupi-guarani para um tipo de orquídea silvestre hoje conhecida cientificamente como Cyrtopodium punctatum, que existia na mata circundante. Entre os diversos usos históricos dessa flor amarela e vermelha estão insumos para xarope expectorante e cola-de-corda.

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A orquídea chamada de Sumaré pelos tupi-guarani / Foto: Wikicommons

A urbanização do Sumaré, vizinho do Pacaembu e de Perdizes, começou nos anos 1910 e exigiu um grande trabalho de terraplanagem para conseguir domar as inclinações. Feito pela Construtora Sumaré, o processo criou grandes lotes para residências (de pelo menos 50 m por 12 m), privilegiou a arborização e situou os comércios locais nas pontas.

Até idos de 1930, não havia asfalto ou paralelepípedos no chão (nem na Av. Doutor Arnaldo, já bastante utilizada) e a chuva enlameava tudo e todos. Na década seguinte, no entanto, esse serviço começou a chegar.

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O perfil do Sumaré 

A partir dos anos 1950, começou um período marcado pelos canais de televisão. O primeiro da América Latina surgiu ali, em 1950: a TV Tupi. Muitos outros seguiram aproveitando a localização alta para suas torres de antena, como Rede Manchete (com sede desenhada por Oscar Niemeyer!), SBT e MTV.

Hoje é um bairro majoritariamente residencial, nobre e de alto padrão, com muitas casas bem conservadas e alguns poucos prédios, criando um ar tranquilo e até nostálgico em uma localização privilegiada no centro expandido da metrópole.

Esse charme retém moradores por décadas e acaba envolvendo alguns deles em grandes projetos de conservação, a exemplo do livro de mais de 300 páginas que a Associação de Amigos e Moradores do Bairro de Sumaré (Somasu) possui mapeando cada árvore do bairro. Quando uma delas cai ou é retirada, é logo pedida uma nova muda.

Para Daniel Rozenbaum, atual presidente da associação, o que atrai é a qualidade de vida. “Não tem aquela loucura de trânsito ou de bairros densamente povoados com prédios”, explica. “A cada três quadras, você cai numa praça. Está sempre andando no meio das árvores.”

Há oito anos por ali, ele se considera novo na área: “A maioria está aqui há mais de vinte ou trinta anos”. Daniel estima que haja cerca de duas mil pessoas no Sumaré, divididas em cerca de 600 moradias.

Tombamento do Sumaré

Em 2005, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) tombou a área do bairro do Sumaré. Em 2015, re-confirmou a decisão. Seu traçado urbano, sua vegetação e as linhas de seus lotes são protegidos.

A região é formada pelas intersecções dos eixos das seguintes vias:

  • Avenida Sumaré
  • Avenida Paulo VI
  • Viaduto sobre a Avenida Paulo VI
  • Avenida Dr. Arnaldo
  • Rua Heitor Penteado
  • Rua Apinajés
  • Av. Prof. Alfonso Bovero
  • Rua Plínio de Morais 
  • Rua Vargem do Cedro
  • Rua Zaíra 
  • Rua Urbanizadora
  • Rua José Donatelli
  • Praça Irmãos Karman 
  • Rua Pedro da Costa 

Em termos práticos, esse tombamento significa que a maioria das alterações nas fachadas, nas guias e na largura das calçadas precisam ser aprovadas pelo órgão. Reformas internas e manutenção ficam de fora dessa regra.

Para preservar a arborização, que é levada tão a sério que o transplante de árvores só é possível em “caráter excepcional”, há regras específicas para ajardinamento das áreas: pelo menos 30% da área dos lotes precisa ser permeável e deve haver uma árvore para cada 25 m2!

Mobilidade do Sumaré

1- Há quatro vias importantes para ônibus e carros:

  • Rua Heitor Penteado
  • Avenida Sumaré
  • Avenida Doutor Arnaldo 
  • Avenida Professor Alfonso Bovero

2- Há duas estações de metrô no bairro:

  • Vila Madalena 
  • Sumaré
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A estação de metrô Sumaré

O que fazer no Sumaré

Pela proximidade a Perdizes e ao Pacaembu e pelo caráter majoritariamente residencial do Sumaré, o dia a dia dos moradores costuma passar por esses bairros vizinhos.

Entre as opções de lazer há o Estádio do Pacaembu, que recebe diversos jogos ainda hoje, e onde fica o Museu do Futebol. Ali também acontece uma das mais tradicionais feiras livres de São Paulo às terças, quintas, sextas e sábados.

Mais adiante fica o Sesc Pompeia, que conta com uma programação vibrante, assim como Unibes Cultural.

Na outra direção está a Avenida Paulista, coração cultural da cidade onde ficam diversas instituições, como Masp, Itaú Cultural e Instituto Moreira Salles. Aos domingos e feriados, você já sabe: das 10h às 18h, a via abre apenas para pedestres e vira uma “praia de concreto” onde acontece um pouco de tudo.

Quem gosta de arquitetura pode dar uma volta em busca do Edifício Jaraguá (Rua Herculano, nº 420), projetado por Paulo Mendes da Rocha, e a Casa José Taques Bittencourt (Rua Votuporanga. nº 275), de João Batista Vilanova Artigas.

Para quem busca algo radical e diferente, atenção aos arredores da estação de metrô Sumaré, no viaduto da Avenida Doutor Arnaldo: é possível fazer rapel na rua com profissionais!

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No viaduto do Sumaré, profissionais oferecem a chance de fazer rapel em São Paulo

Dia a dia no Sumaré

Em uma série para o jornal Folha de São Paulo, o músico Chico César, que mora no Sumaré há quase duas décadas, deu uma volta pelo bairro:


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